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HOMEM DE FÉ
A barriga vazia, a pele no osso
A labuta diária, a secura do poço
As rugas na cara quando ainda moço
O bagaço da cana é a vida lhe resta      

A faca na alma, a dor que não cessa
O sol retirante, a sede da terra
Vida Severina o coração descalço
Sola resistente queimada no barro

Taipa é o sobrado que Deus lhe mandou
A fé a riqueza que nunca faltou
A palavra é o trilho que sempre andou  
De que serve a posse sem nosso senhor

Nessa vida de gloria e expiação
O exemplo do filho é sua condução
Mesmo sem ter posses evita o pecado
Pois a providência não manda recado

O reino que ele espera não tá no sertão
Nas grandes cidades nas coisas do chão
Só vê quem enxerga com a lenta da alma
Livre de vingança, de ódio ou mágoa

Taipa é o sobrado que Deus lhe mandou
A fé a riqueza que nunca faltou
A palavra é o trilho que sempre andou  
De que serve a posse sem nosso senhor
Enviado por Wilson Magalhães em 18/08/2020
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