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Wilson Magalhães
Poesias e Músicas
Textos
ARTISTAS DO ASFALTO
O sinal fechado
O primeiro ato
Aristas do asfalto
Um triste espetáculo

Na beira do abismo
O malabarismo
A vida em perigo
Antes de nascer

O palco que atua
Espalhado nas ruas
Da cidade nua
De compreensão

Sem água ou pão
A marquise ao lado
Teto improvisado
Papelão é colchão

Bandido ou coitado
Julgados sem jeito
Por homens armados
De vil preconceito

O sinal que abre
A próxima esquina
Fecha-se a cortina
O ato final
Wilson Magalhães
Enviado por Wilson Magalhães em 11/11/2019
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SONETO DA INFELICIDADE

Pudesse eu, pegar estrelas

Sem o céu desmoronar

Conter a fúria das ondas

Sem acabar com o mar

 

À noite, invadir os sonhos

Sem lhe fazer despertar

Viver prazeres da vida

Sem ser preciso lhe amar

 

Cativar sua doçura

Por força dos meus ardis

Arrebatar a candura

Molhando os olhos sutis

 

Talvez ficasse contente

E eternamente infeliz