Textos
RESISTÊNCIA
Diga quantas Marielles ainda terão que desaparecer, meu senhor?
Sexo e cor da pele, descriminação contra força, poder e terror
O sangue que jorrou; não seja em vão por favor  
  
Todo sangue é vermelho mesmo que o espelho insista em nos mostrar outra cor
O direito pelo avesso distorce a legado que a revolução nos deixou
Igualdade e fraternidade; liberdade na eternidade

Destrua o muro, saia do escuro, mostre a sua cara  
As sombras não encobrem a sujeira da alma, vê se me encara, vê se me encara
Mostre sua cara, mostre sua cara, vê se me encara
Mostre sua cara, mostre sua cara, vê se me encara

Fascistas covardes, milícias sem alma, a luta não para.

A luta é mais forte que morte ou rajada de balas
A luta é mais forte que morte ou rajada de balas

Martins Gandhes e Mandelas sempre viverão mais que a própria vida e missão
Penhas, Pagus, Marielles, imortais mulheres nos mostram qual a direção
A força não vai nos parar; a luta vai continuar

Tudo está tão deserto mas o peito aberto não será em vão meu irmão
Mesmo longe está perto pois a sua luta ultrapassa essa dimensão  
Palavra vencendo o canhão; o tiro não é solução

Destrua o muro, saia do escuro, mostre a sua cara  
As sombras não encobrem a sujeira da alma, vê se me encara, vê se me encara
Mostre sua cara, mostre sua cara, vê se me encara
Mostre sua cara, mostre sua cara, vê se me encara

Destrua o muro, saia do escuro, mostre a sua cara  
As sombras não encobrem a sujeira da alma, vê se me encara, vê se me encara
Mostre sua cara, mostre sua cara, vê se me encara
Mostre sua cara, mostre sua cara, vê se me encara
Wilson Magalhães e Cristiano Oliveira
Enviado por Wilson Magalhães em 19/12/2020
Alterado em 19/12/2020
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