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Wilson Magalhães
Poesias e Músicas
Textos
RESISTÊNCIA
Diga quantas Marielles ainda terão que desaparecer, meu senhor?
Sexo e cor da pele, descriminação contra força, poder e terror
O sangue que jorrou; não seja em vão por favor  
  
Todo sangue é vermelho mesmo que o espelho insista em nos mostrar outra cor
O direito pelo avesso distorce a legado que a revolução nos deixou
Igualdade e fraternidade; liberdade na eternidade

Destrua o muro, saia do escuro, mostre a sua cara  
As sombras não encobrem a sujeira da alma, vê se me encara, vê se me encara
Mostre sua cara, mostre sua cara, vê se me encara
Mostre sua cara, mostre sua cara, vê se me encara

Fascistas covardes, milícias sem alma, a luta não para.

A luta é mais forte que morte ou rajada de balas
A luta é mais forte que morte ou rajada de balas

Martins Gandhes e Mandelas sempre viverão mais que a própria vida e missão
Penhas, Pagus, Marielles, imortais mulheres nos mostram qual a direção
A força não vai nos parar; a luta vai continuar

Tudo está tão deserto mas o peito aberto não será em vão meu irmão
Mesmo longe está perto pois a sua luta ultrapassa essa dimensão  
Palavra vencendo o canhão; o tiro não é solução

Destrua o muro, saia do escuro, mostre a sua cara  
As sombras não encobrem a sujeira da alma, vê se me encara, vê se me encara
Mostre sua cara, mostre sua cara, vê se me encara
Mostre sua cara, mostre sua cara, vê se me encara

Destrua o muro, saia do escuro, mostre a sua cara  
As sombras não encobrem a sujeira da alma, vê se me encara, vê se me encara
Mostre sua cara, mostre sua cara, vê se me encara
Mostre sua cara, mostre sua cara, vê se me encara
Wilson Magalhães e Cristiano Oliveira
Enviado por Wilson Magalhães em 19/12/2020
Alterado em 19/12/2020
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RETRATO FALADO

 

Torço para um time, mas posso mudar

Depende pra onde o vento tocar

Casei muitas vezes, defendo o lar

Meu último filho pensei abortar

 

Meu sêmen é forte, sou macho espada

Juro que até hoje, não dei uma brochada

Nem sempre acontece a coisa esperada

Nasceu uma fêmea de uma fraquejada

 

Repito versículos como devoção

Mas quando discurso falo palavrão

Misturo interesses com religião

As coisas do céu com as coisas do chão

 

Minha ignorância, chamo de estilo

Neguei a vacina, não virei crocodilo

Escondo os gastos, as contas, os vacilos

Pra ninguém saber, cem anos de sigilo