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Wilson Magalhães
Poesias e Músicas
Textos
LETARGIA
Os sinos dobram, a noite vem como um clarão, coroa as sombras
Desconhecido como o além, soprando a morte pelo ar
Mata o mundo sem compaixão enche de corpos o nosso chão
Mal invisível um grande vilão sufoca a dor, tolhe a razão

Ceifando troncos deixando filhos ao desespero dos orfanatos, na letargia
Ceifando troncos deixando filhos ao desespero dos orfanatos, na letargia

Impondo tela como visão: lives, chamadas, televisão
Baniu abraço pelo caminho, de longe o afago como carinho
Mata o mundo, sem compaixão enche de corpos o nosso chão
Mal invisível, um grande vilão sufoca a dor, tolhe a razão

Ceifando troncos deixando filhos ao desespero dos orfanatos, na letargia
Ceifando troncos deixando filhos ao desespero dos orfanatos, na letargia
Ceifando troncos deixando filhos ao desespero dos orfanatos, na letargia
Wilson Magalhães
Enviado por Wilson Magalhães em 01/08/2021
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RETRATO FALADO

 

Torço para um time, mas posso mudar

Depende pra onde o vento tocar

Casei muitas vezes, defendo o lar

Meu último filho pensei abortar

 

Meu sêmen é forte, sou macho espada

Juro que até hoje, não dei uma brochada

Nem sempre acontece a coisa esperada

Nasceu uma fêmea de uma fraquejada

 

Repito versículos como devoção

Mas quando discurso falo palavrão

Misturo interesses com religião

As coisas do céu com as coisas do chão

 

Minha ignorância, chamo de estilo

Neguei a vacina, não virei crocodilo

Escondo os gastos, as contas, os vacilos

Pra ninguém saber, cem anos de sigilo